La Panthère: o legado de Jeanne Toussaint

A história da famosa pantera da Cartier teve seu início em 1914, quando Louis Cartier solicitou um desenho composto por uma mulher coberta de joias e, em sua companhia, uma pantera negra. Devido a sua proximidade com a musa da mídia e da cena criativa de Paris, Jeanne Toussaint, Louis a presenteou com um porta cigarro que continha a elegante pantera.

No ano de 1918, Jeanne foi convidada a se tornar chefe do primeiro departamento da Maison, sendo responsável pela criação de peças mais acessíveis, como os acessórios em prata. A criativa Toussaint buscou se especializar na alta joalheria e, então, tornou-se responsável pela Direção de Criação da marca. O seu temperamento e estilo único a fez se tornar reconhecida como “La Panthère”, imprimindo sua imagem em peças atemporais. 

Jeanne possuía um estilo irreverente e propôs à marca um novo significado, a elegância feminina, fato que foi motivo de comparação com a irreverente Coco Chanel, separadas pela evidência de poder e ousadia do estilo Toussaint.

A Cartier, atualmente, possui um vasto conceito além da alta joalheria, com produtos selecionados para um público seleto. O processo de criação das peças é majoritariamente manual, prática que se iniciou no século XIX e traduz a essência e o luxo da marca até os dias atuais.

As joias com o símbolo da Pantera se tornaram o tema principal da marca bilionária, que é reconhecida mundialmente como a produtora das joias da monarquia.